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Rio de Janeiro, RJ, Brazil
Somos o "Projeto Tempo de Aprender", pertencemos ao Programa Lext-Oesste (Laboratório de Extensão-organização de experiências em Serviço Social, Trabalho e Educação). O Programa compõe a extensão Universitária da Universidade Castelo Branco - UCB, situada no bairro de Realengo - Rio de Janeiro/RJ. Somos o grupo da 3ª idade e acreditamos que o aprender está na troca de experiências e não se limita a um determinado tempo, pois é um movimento constante em nossas vidas. Esperamos que apreciem nosso blog com carinho, nele encontrarão um pouco do que realizamos no decorrer de nossas atividades a cada semestre, a cada aprendizado. Seja Bem Vindo(a)! Gratos!

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Terceira idade, nova lei

A nova lei da terceira idade que isenta os idosos da taxa de incêndio, está totalmente equivocada, pois meu marido como eu é idoso com setenta e cinco anos ainda recebe taxa inclusive cobrando as antigas, nossa moradia corresponde ao padrão a qual a lei se refere.
Portanto não concordo, pois não recebemos salário, somente ajuda do governo,s e recebemos dele como podemos pagar?


Januir  Pedro               
RJ, 19-10-2010

LAR DOCE LAR

Li nos direitos da terceira idade que apenas 1% dos idosos vivem em asilos. Não concordo com esta lei que foi publicada. É falsa, pois o que tenho lido e ouvido, há muitos idosos em asilos .São colocados por seus próprios parentes e não há fiscalização. Os governantes empurram uns para os outros e os idosos são maltratados. Assim vivem menos. O governo vive dizendo na mídia alto e bom som que seremos uma multidão de IDOSOS FELIZES! Quando isso acontecerá? Será que estarei aqui para aplaudir esta lei que nossos governantes tentam nos convencer que está tudo bem?

JANDYRA ARAUJO
RJ, 19-10-2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O ponto de vista da Terceira Idade a respeito dos Conselhos junto às Políticas Públicas

Sabemos que qualquer iniciativa tomada por parte da sociedade civil, se não for apoiada por políticas públicas, jamais terá valor.
A maioria dos políticos, principalmente os elitizados, nunca quiseram ou irão querer o povo representando algum tipo de Conselho em prol da sociedade, já que eles se sustentam no poder através do povo carente, por ser esta a maioria das pessoas e as menos esclarecidas, daí a grande necessidade do fortalecimento da educação em nosso País.
Os partidos da elite só valorizam negros e pobres para se elegerem. No que se refere à maioria da sociedade, tudo é engavetado, até mesmo no que diz respeito à educação, que devereia er um bem de todos para benefício do país, entretanto, a ignorância, a ganância levam a classe dominante a ver só seu umbigo. Não enxergam além do que está ao seu redor.
Quanto aos políticos, cada um que entra na vida política, dependendo do partido, a preocupação é colocar sua família no poder, como se este fosse um direito hereditário, a fim de assumirem os melhores cargos.
O atual governo, por ter se preocupado com a sociedade carente, vem sendo massacrado pelos partidos da burguesia e os que o seguem. Pena que às vezes o povo não consegue observar que os partidos dominantes, os quais estão junto ao governo, procuram sempre apunhalá-lo por causa dos projetos em prol do povo mais necessitado. Daí a necessidade de políticas públicas. Porém, candidatos da burguesia vêm aí prometendo o impossível, por exemplo: décima terceira parcela para o Bolsa Família. Depois de criticar tanto o governo anterior se aproveitam dos benefícios oferecido por ele para conquistar votos.
Infelizmente alguns políticos não pensam no bem estar do povo do país. Estamos vivenciando o desespero de candidatos oferecendo até 13º para benefícios do Bolsa Família! Ou seja, querem atrair o povo menos esclarecido, por verem neste um alvo mais fácil para alcançar seus objetivos.
Segundo minha opinião, aquele que passou por grandes dificuldades, tende a reconhecer a dificuldade do outro. O bom é que eles servem de exemplos para outros.

Sugestões sobre políticas públicas:

1 - Que tal se o governo criasse um plano de saúde para os idosos que recebem um salário mínimo, pagando 50% cada partem já que os hospitais públicos não atendendem à demanda?
2 - Criar um projeto de Contadores de História nos grupos escolares e/ou em outros espaços públicos? Com esse trabalho promover a divulgação de contos afro-brasileiros, com o objetivo de fazer valer a Lei 10.639/03, que torna obrigatório o ensino da cultura africana e afro-brasileira nas escolas, no qual a pessoa de terceira idade possa ajudar/orientar seus netos através dessas histórias?

Eunice A. Pires
RJ, 22/09/10.

A segunda chance

Imaginem uma adolescente, quinze anos, a cabeça cheia de sonhos... Estuda, procura aprender o máximo porque este é o eu maior prazer. Assim sem falsa modéstia, se destaca não só na turma que cursa, como até no próprio colégio.
Dos professores recebe todo o apoio e admiração. E não são poucas as vezes que é chamada pelos mestres para substituí-los dando as aulas. Um dia recebe um convite: participar como escritora do jornal do bairro. Seria uma colaboração em uma coluna e ao mesmo tempo iria aprender toda a rotina de um pequeno jornal.
A felicidade foi tanta que ela não sabe como demonstrar e chora. Um choro de alegria de saber que poderia quem sabe realizar o sonho de ser uma jornalista... Mas há uma condição: Como é menor, seu pai terá que assinar um documento dando seu consentimento. Ela vai para casa construindo sonhos que não parecem ser para um futuro e sim de um presente bem próximo.
Conversa com a mãe, explica e observa que ela não  tem o mesmo entusiasmo que ela...
_ Mãe você não está feliz?
_ Estou muito feliz, pois sei que esta é a sua felicidade, mas seu pai...
Assim ela fica ansiosa para que o pai chegue do trabalho.
Há um ritual que ela aprendera observando os costumes do pai. Para pedir alguma coisa para ele, é preciso esperar que ele encha o cachimbo de fumo e tire as suas baforadas ou lendo o jornal ou ouvindo o rádio.
Ela esperava ansiosa. Pega o documento e vai falar com ele. Calado ele escuta tudo o que ela diz. No final ela entrega o documento, ele olha, pega e rasga em muitos pedaços.
_ Filha minha não trabalha fora, mulher que trabalha fora não presta!
O dia cheio de sonhos felizes e a noite o pesadelo da ignorância, do mando sem barreiras, que destrói sonhose esperanças...
No outro dia toda envergonhada ela conta ao professor que se oferece para ir conversar com o pai, mas ela temendo mais represálias não aceita.
O tempo passa, chegam as provas finais e a nossa amiguinha tira os primeiros lugares e ganha além dos diplomas, a medalha de honra.
Desta vez é sua mãe que mostra ao marido a medalha e todas as recomendações dos mestres.
O pai diz apenas:
_ Este foi o último ano que ela estudou. Mulher não precisa estudar, afinal casa e leva o estudo para o fogão...
O mundo desaba, ela sente que vai morrer!
Sua mãe observa, tenta mudar aquela resolução, mas quem trabalha e paga as contas é o chefe da casa...
No outro dia, aquela dona de casa que é uma mistura de psicóloga, doutora em casos de difícil resolução, mas antes de tudo MÃE, sai em campo. Volta e diz à filha que parece uma flor murcha, sem perfume e sem vida:
_ Seu sonho não pode se realizar, mas se você quiser pode ajudar dois adolescentes a realizar os sonhos deles...
Conta que ali perto, num barracão, mora uma família que tem um menino de quinze anos e a irmã com quatorze anos que querem aprender a ler, mas não são registrados e assim nõ têm acesso à escola pública.
_ Minha filha, faça pelos outros o que eu não pude fazer por você...
Assim começam as aulas. Ela sente que está sendo útil e vê a alegria naqueles olhos que brilham quando conseguem juntar as sílabas e formar palavras.
E sem sentir com aqueles dois começa um longa etapa de vinte e três anos, dando aula, sem deixar de acompanhar turdo que se refere à cultura.
Aos sessenta e quatro anos ela ingressa no Projeto Tempo de Aprender do Programa Lext-Oesste. Afinal está numa faculdade e finalmente livre dos grilhões da obediência, se realiza. É feliz! É um pouco jornalista, escritora e nas horas vagas psicóloga...
Aí acontece a segunda escolha. Mantendo uma certa colaboração dque dava a uma entidade filantrópica, ela é instada a escolher entre a faculdade e continuar dando total assistência a esta outra situação.
É encostada na parede. Tem que escolher ou um ou outra. E sem titubiar ela responde:
_ No passado me tiraram a chance, Deus a colocou de maneira diversa no meu caminho. Desta vez eu sou livre para escolher... Eu fico com a faculdade.
E assim lá está ela. Não é nenhum curso objetivando diplomas, honrarias... Não, não é nada disso. É apenas uma maneira de viver feliz!
Agradeço ao professor Ney - o nosso coordenado, a todas as estagiárias que hoje na sua maioria são Assistentes Sociais e à Universidade Castelo Branco que me deu a segunda chance.
À todos que viveram momentos parecidos, um conselho: Nunca é tarde para realizar um sonho!

Dedico este trabalho à minha mãe, que de alguma estrela brilhante no céu, acompanha sua filha aqui na terra!

Zilma Pedroza.
RJ, 21/09/10.

Paulo Freire

Paulo Freire foi um grande precursor da alfabetização no Brasil e fora.
Como estudioso ativista social e trabalhador cultural, Freire desenvolveu mais do que uma prática de alfabetização: Uma pedagogia crítico libertadora. Em suas propostas o ato de conhecimento tem como pressuposto fundamental a cultura do educador: não para cristalizá-la, mas como ponto de partida para que avance na leitura do mundo, compreendendo-se como sujeito da história. É através da relação dialógica que se consolida a educação como prática da liberdade.

Maria das Graças Barbosa.
RJ, 31/08/10.